No Instituto Max Fabiani, acreditamos que a educação é a chave para um futuro justo. Acreditamos que para melhorar a educação pública nacional é necessário agir com coerência e com foco no fortalecimento da educação básica. Nessa jornada, temos um olhar especial ao Centro-Oeste – que apesar de apresentar avanços no campo educacional e socioeconômico nos últimos anos, também possui desafios a serem superados.
Panorama da educação brasileira
Em 2022, a prova do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) foi aplicada em 81 países, mensurando o desempenho de alunos de 15 anos em matemática, ciências e leitura. O Brasil ocupou os últimos lugares, respectivamente: 65º, 61º e 53º.
No IDEB de 2023, o Ensino Fundamental I teve os melhores resultados no Sul (com o Paraná em destaque) e os piores no Norte (Pará). No Ensino Fundamental II, o destaque foi Goiás, no Centro-Oeste, enquanto Roraima e Amapá tiveram os menores índices. Já no Ensino Médio, novamente o Sul lidera (Paraná), e o Norte apresenta os piores desempenhos (Roraima). Esses dados revelam disparidades regionais profundas e a necessidade de políticas públicas que assegurem o direito à educação de qualidade para todos.

Atuação do Instituto Max Fabiani
Para ajudar a diluir as desigualdades sociais, o Instituto Max Fabiani utiliza o investimento social privado para transformar a filantropia em impacto social estruturado.
No campo da educação, nosso foco é apoiar organizações sociais que qualificam e inovam os processos de ensino-aprendizagem. Atualmente, o Instituto apoia 27 organizações sociais, sendo 13 delas no Centro-Oeste. Esse recorte territorial busca descentralizar recursos e ampliar soluções locais em uma região onde os negócios da família Fabiani estão estabelecidos há anos, permitindo uma atuação mais conectada às realidades e demandas locais.
Os últimos resultados do PNADc e PNUD, sobre alguns indicadores de desigualdade, mostram que o Centro-Oeste tem evoluído: taxa de analfabetismo de 3,3%, uma queda de 0,4%, a maior redução no País; aumento da renda domiciliar per capita para R$ 2.399,00, acima da média nacional; e IDH de 0,757, considerado de alto desenvolvimento humano. No entanto, outros problemas persistem:
- Disparidade educacional entre raças – aumento na lacuna entre brancos e pretos ou pardos na conclusão da educação básica desde 2023 (PNADc 2024)
- Violência – maiores taxas de feminicídio (Mapa da Segurança Pública, 2025); e de homicídios de indígenas e negros (Ipea, 2025)
- Saneamento básico – 1,8 milhão de pessoas sem acesso à água tratada, mais de 6 milhões sem coleta de esgoto e apenas 59,3% de esgoto tratado (SNIS, 2022)
- Moradia – maior déficit habitacional do País, com escassez de mais de 2,4 milhões de domicílios (PNADc e CadÚnico, 2022)
- Desigualdade de gênero – região com o menor índice de aumento nos salários femininos (Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, 2024)
Em 2024, o Instituto Max Fabiani investiu mais de R$ 3 milhões em projetos sociais, sendo R$ 2 milhões destinados à educação.
Destacamos o apoio à organização Thiesen, em Campo Grande (MS), para a reabertura das turmas de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, fechadas por falta de recursos. A parceria inclui ainda formações para gestores e docentes, com foco em ambiente alfabetizador e acolhimento escolar.
Em Goiás (GO), apoiamos o Espaço Cultural Vila Esperança, com ações que valorizam as origens africanas e indígenas do povo brasileiro, por meio da educação, da cultura e da arte, incentivando o protagonismo dos estudantes nas transformações sociais.
Ao apoiar organizações como o Thiesen e a Vila Esperança, o Instituto Max Fabiani reafirma seu compromisso com soluções duradouras, enraizadas nos territórios e voltadas à justiça social por meio da educação.
Saiba mais em nosso Relatório de Atividades 2024.
